Ciência | Galileu | 12/02/2018 18h24

Cientistas recriam ambiente da maior lua de Saturno em laboratório

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Construir um submarino não deve ser tarefa fácil. Imagina construir um que consiga navegar em um oceano de metano e etano a -184 ºC. É essa a missão da NASA, que planeja explorar os mares de Titã, a maior lua de Saturno, nos próximos 20 anos.

O interesse por Titã não é novidade. É um dos únicos lugares conhecidos fora da Terra que tem nuvens, chove, tem oceanos e rios. Apesar de não existir água na superfície, com o ciclo hidrológico baseado em metano, as nuvens são ricas em nitrogênio, o que abre a possibilidade para a existência de formas de vida como não conhecemos.

A Nasa vem estudando Saturno e sua luas há mais de uma década com dados coletados pela sonda espacial Cassini. Agora é a vez (pelo menos em um futuro relativamente próximo) explorar Titã in loco. Para isso, os engenheiros precisam desenvolver um submarino que explore e estude de maneira autônoma as condições atmosféricas e as condições oceânicas.

A tarefa é desafiadora porque, além do oceano ser feito de etano e metano, as concentrações podem mudar bruscamente em cada lugar, ficando mais difícil calcular como o submarino robô se locomoveria, já que há variações na densidade do líquido.

Para tentar entender como a máquina se comportaria, a NASA conta com a ajuda de pesquisadores da Universidade de Washington. No laboratório criogênico, que estuda o comportamento de materiais em ambientes extremamente frios, construíram uma câmara que recria as condições encontradas na lua de Saturno.

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