Direitos Humanos | Congresso em Foco | 13/08/2019 12h38

Indígenas, mulheres e professores protestam contra governo Bolsonaro

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Primeira Marcha das Mulheres Indígenas, manifestação de trabalhadores e estudantes contra a reforma da Previdência e Marcha das Margaridas marcam uma semana de protestos contra o governo Jair Bolsonaro no centro de Brasília. Com tanta concentração, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) prepara esquema de segurança e trânsito especiais para receber as manifestações.

Nesta terça-feira (13), lideranças indígenas de mais de 80 povos estão reunidas em Brasília, que desde sexta-feira (9) sedia a primeira Marcha das Mulheres Indígenas, que tem como lema “Território: nosso corpo, nosso espírito”. São esperadas cerca de 1,5 mil mulheres indígenas nos protestos.

Está na pauta de reivindicações o combate ao desmatamento, à violência e à mineração ilegal, além da regularização das terras. Os indígenas irão até a frente do Congresso Nacional, com previsão de retorno ao acampamento localizado em frente à Funarte, no Eixo Monumental, às 12h. A Marcha das Mulheres Indígenas segue até quarta-feira (14) com debates, atos, shows e caminhadas.

Nessa segunda-feira (12), as indígenas foram recebidas pelas ministras Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia e Rosa Weber. As lideranças chegaram a ocupar a Secretaria Especial de Saúde Indígena, no Ministério da Saúde, em protesto contra a municipalização e a privatização do atendimento à saúde.

Além da manifestação das mulheres indígenas, servidores públicos, trabalhadores e estudantes organizam protesto contra a reforma da Previdência, nesta manhã. O grupo tenta pressionar o Senado Federal a modificar o texto da proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera as regras do sistema brasileiro de aposentadoria.

Amanhã, a partir das 8h, ocorrerá a Marcha das Margaridas, no Pavilhão do Parque da Cidade, local destinado para o acampamento das participantes. O grupo seguirá por dentro do parque até o Eixo Monumental, onde serão ocupadas até quatro faixas próximas ao canteiro central. Realizada anualmente, essa é uma das marchas mais tradicionais realizadas pelas mulheres do campo.

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