MS em Dia | Danilo Galvão | 31/05/2016 16h30

Que Brasil você espera para o ‘Brasil’? Com um ‘segundo’ governo...

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O desejo de um País melhor, é algo que revisamos a cada quatro anos, em eleições, nas quais escolhe-se o presidente (além de outros representantes), assim como a estratégia de desenvolvimento que a nação assume como escolha. Todavia, no segundo ano, da segunda administração de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, essa revisão foi antecipada, e agora cabe a nós, no governo Temer, repensar o Brasil, e tentar pelo menos realinhar o crescimento da nação.


Como no Brasil tudo funciona melhor de cima para baixo, até pela concentração de dinheiro público que a União detém, essa escolha é fundamental, e decisiva também para mandato de governadores, ou prefeitos, que ingressam em pleito dos anos bissextos. Temos que descongelar a esperança, o que não é fácil.


Vivíamos até o dia 12 de maio de 2016, uma verdadeira paralisia, que custou caro à sociedade, já que a crise de perspectiva fez com que, por exemplo, as principais empresas estatais brasileiras reduzissem o valor de mercado em 55%. A derrocada, segundo a consultoria Economática, se deu desde 2011, curiosamente segundo ano do início da era Dilma no poder. A presidente, naquela altura, ainda não gozava do respeito de quem exercesse o cargo com autonomia, e era considerada por muitos como uma gerente secular, guiada por Luis Inácio Lula da Silva, o seu antecessor - e principal cabo eleitoral na campanha. Questionável, ou não, nessa parceria dos dois, ela se manteve, chegou a ter picos de popularidade maiores que os do mentor e o País reagia bem, tendo bom desempenho na economia até 2014. Era fácil ter esperança.


Existia até dois anos atrás, um Brasil mais otimista, que parecia caminhar para o País que todos sonhávamos, porém, em um estilo de desenvolvimento frágil. Pior que isso, foi o que veio depois com as constatações da operação Lava Jato. Ganhamos robustez na economia, só que na formatação para buscar uma estrutura de primeiro mundo na política, o projeto ficou congelado. Se não bastasse essa opção equivocada, mergulhamos outra vez em problemas de corrupção, que só vieram à tona porque não se tratava de um dano pequeno ao erário. Trocamos o destaque como ‘país do futuro’ por ‘país do maior escândalo de corrupção da história’. E nada mais óbvio que essa falha custar o nascimento de uma crise, que ainda não sabemos em que altura está. Começou a ser forte em 2014, cruzou 2015, passará por 2016 e espera-se para que tenha fim em 2018. Apenas se torce por isso, como alguém que espera um milagre.


Quem tem buscado uma conexão maior com os milagres, por sinal, são os dez milhões de desempregados, que não conseguem ver no mercado uma chance de recolocação, visto que a classe produtiva tem perdido o nível de confiança, o que trava investimentos, e já deixa a economia perto do limite.


O momento é trágico, contudo perspicaz para imaginarmos pelo menos como o Brasil conseguiria ter um modelo de nação mais seguro, mais democrático e que conseguisse diminuir o abismo social entre os cidadãos. Alguns acham que a crise seja um pesadelo, e outros, um momento para sonhar. Qual Brasil devemos esperar para o Brasil nos próximos meses? A resposta é urgente.

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