Rádio Corredor | Danilo Galvão | 07/06/2019 10h09

Classe política começa a descobrir que apoiar reformas não é ‘tão ruim’

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Fazer ou fazer
Batizado de ‘Plano Mansueto’, em referência ao Secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, o Ministério da Economia apresentou uma alternativa de socorro aos Estados, desde de que sigam austeridade e ajustes da estrutura, como Mato Grosso do Sul tem feito. Uma lição de casa que, inclusive não impediu a reeleição de Reinaldo Azambuja em 2018.



Na linha
Para ter acesso a parte dos R$ 10 bilhões, que serão destinados por anos dessa fonte, é obrigatório “andar na linha”, pelo menos até 2022, último ano de Jair Bolsonaro na Presidência da República.  Os parâmetros principais para a liberação são a gestão de poupança corrente e liquidez das contas públicas. Dois objetivos que só se alcançam com medidas impopulares.



Pacote todo
Como o negócio é dinheiro, e o valor tende ser liberado por quatro anos, facilita-se politicamente que os chefe de Executivo Estadual abracem as pautas estratégicas do Governo Bolsonaro. Outro ponto importante, frente a opinião popular nas próprias regiões seria de que a “ordem veio de cima”, e que o “ajuste” é por conta do Brasil.



Retórica
A verdade é que, devido a situação do país, as reformas e a melhor organização das contas públicas trata-se realmente de um “esforço inadiável”. O problema é que não apenas com uma lei, ou “engajamento político de momento” que a situação será equalizada. O Brasil precisa de uma nova cultura política, que passa muito pela coragem que Reinaldo Azambuja teve na sua gestão.



O básico
Cada gestão tem a sua expertise e a do ciclo tucano no Governo de Mato Grosso do Sul é a de levar consigo o dilema chinês de “crise e oportunidade”. Embora não tenha sido virtuoso, como as campanhas eleitorais sempre prometem, a administração de Reinaldo Azambuja e (cia.) foi responsável, e essa é a atribuição primordial de que opera o Poder Público em alguma esfera.



A média
É fato que, a diretriz em se evitar que Mato Grosso do Sul espelhasse o cenário do Rio de Janeiro, tenha travado o Governo entre 2016 e 2016, período que o capital político do governador “viveu testes”. Entretanto, a consciência do cidadão quanto ao momento delicado do país ajudou significativamente para que Reinaldo tivesse condição de aprovar reformas.


O ônus e o bônus ...
E, mesmo sem um mandato brilhante do tucano naquela altura, também com absoluta coragem da Assembleia Legislativa, os deputados aprovaram os ajustes. Uma ação que parece surtir o maior efeito político só agora, quando o debate da austeridade passa a amadurecer, em virtude da agenda nacional. Melhor para quem conseguiu sobreviver às cobranças da última eleição.



Zona de conforto
Em se tratando de Brasil, para 2020, 2022 pouca coisa muda. Isso porque, ainda deve perdurar por muito tempo a verdade que “eleição é uma coisa e mandato é outra”.  A facilidade com que PSDB fez as reformas em Mato Grosso do Sul se deve também a outra questão: Reinaldo não tem adversários de peso. Isso ajuda para o governo nota 7 valer 10 e para a austeridade ser cartaz.

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