MS em Dia - Enelvo faz a Prefeitura de Sidrolândia ter uma manhã tucana e o PMDB como fica?
Rádio Corredor | Amândio Martins | 16/03/2017 14h28

Enelvo faz a Prefeitura de Sidrolândia ter uma manhã tucana e o PMDB como fica?

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Em terreno perigoso

Na quinta-feira (16), o prefeito de Sidrolândia, Marcelo Ascoli reviveu a sua "época tucana" e ficou rodeado de ex-correligionários do PSDB, em reunião na sede da Administração Municipal. O motivo do "momento flashback", que deve ter causado ciumeira na ala peemedebista do Executivo, foi a ida do diretor presidente da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural do Mato Grosso do Sul), Enelvo Felini, à cidade para anunciar a liberação de investimento de R$ 33.423,50 voltados aos produtores rurais indígenas do município. O recurso que não é volumoso terá com certeza um custo político que fica difícil de calcular o preço neste momento.

De lado

A "birra" é justa, já que uma coisa é a manutenção de um relacionamento harmonioso com o PSDB, partido que poderia encabeçar uma oposição ao governo de Ascoli, e outra é trazer os tucanos para dentro da gestão. Isso porque, a coalizão que levou o prefeito à vitória em 2016, foi puxada pelo PMDB, que tem hoje na Vice-Prefeitura o escanteado Wellison Muchiutti. Enquanto é esquecido pela cúpula do Executivo, o advogado, que seria o braço direito de Marcelo Ascoli, busca nos bastidores uma reversão do incômodo para o momento de ostracismo. Problema de se ter uma terceira via na administração que tem na cadeira principal o PSL, legenda com pouca envergadura para coordenar as rusgas entre a rivalidade histórica de tucanos e peemedebistas na cidade.

Como deve ser

Já em Maracaju, onde tudo anda com a mais absoluta paz democrática, a Câmara Municipal adotou uma medida interessante para avaliar a qualidade do serviço de Transporte Coletivo Público da cidade. O próprio presidente da Casa de Leis resolveu andar de busão e procurou ouvir os usuários a respeito dos problemas que envolvem a questão. Helio Albarello ficou por longo tempo na reunião popular e só pecou em uma coisa: não levou um caderno de anotação. As indicações terão que ser encaminhadas a partir da memória do vereador do PMDB. "O objetivo é melhorar cada vez mais o serviço que é oferecido à população", explicou depois da experiência.

Recuperado, mas assustado

O deputado federal Carlos Marun, presidente da comissão temática na Câmara que analisa o projeto de lei que propõe a Reforma da Previdência virou alvo das manifestões contra a matéria em Campo Grande e a sua casa na capital sul-mato-grossense virou inclusive endereço de acampamento de protesto. Incomodado com os novos vizinhos, o parlamentar soltou uma nota na qual avisa que seguirá trabalhando e não sairá de Brasília nos próximos dias, onde terá uma agenda intensa de reuniões. Sobre a iniciativa de ocuparem a rua da sua casa, pela imprensa o "tratorzão do PMDB" destacou que uma coisa é o tema, e política e que é preciso respeitar a família de cada um. Recentemente, o deputado Dagoberto Nogueira, do PDT, passou por algo parecido quando votou contra a admissibilidade do processo de impeachmente da ex-presidente Dilma Rousseff.

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