Rádio Corredor | Da Redação | 02/01/2018 11h37

Menos diária e mais Segurança em Sidrolândia neste 2018

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Dalto Pavei, empresário que cobra Planejamento de longo prazo para a Segurança Pública do município (Reprodução) Dalto Pavei, empresário que cobra Planejamento de longo prazo para a Segurança Pública do município (Reprodução)

Que nem tudo se realize
Em 2018, se tem uma coisa que o sidrolandense espera é que a Câmara Municipal comece a gastar menos com diárias de vereadores. Por muito menos, o Legislativo de cidades como Guaxupé-MG, Costa Rica, Bonito, já tiveram ação pública ingressada pelo Ministério Público para encerrar a farra de parlamentares. Em Ribas do Rio Pardo a “casa caiu feio” todavia nem sempre isso é comum, infelizmente.

A diferença
Quando a Seccional da OAB do Estado entrou de alguma forma no caso, houve avanços na fiscalização, seja em Mato Grosso do Sul ou no episódio emblemático de Minas Gerais. Gastos repetidos para a mesma finalidade, ou viagens exageradas a Brasília, foram pontos que a Ordem percebeu de discrepância, por meio de conferência em dados que são públicos. O problema é que o cidadão não exerce o seu Poder de acompanhar esse tipo de informação.

Panfletagem
Ex-vereador, que foi presidente da Câmara Municipal de Sidrolândia, na última legislatura, o advogado David Olindo buscou fazer a sua parte como cidadão ao cobrar publicamente os parlamentares que vem conseguindo um “salário extra” com a verba para capacitações. Ao estilo polêmico, ele distribuiu panfletos na cidade sobre o caso. No material ele chamou dois vereadores de “reis das diárias”. Foram quase 15 mil papeizinhos com essa publicidade nada agradável, sem nenhuma mentira, contudo houve represália legal dos citados.

Delegacia
Edno Ribas (PSB) e Jean Nazareth (PT), chamados por David e parte da cidade como “reis das diárias” registraram, depois do panfleto, queixa na delegacia de Sidrolândia contra o advogado. A alegação de ambos é que eles foram vítima de calúnia e difamação. Pior que isso, foi outro viés da mesma polêmica: um outdoor destruído, que também veiculava a tese dos panfletos.

Na bronca
O dono da área onde estava o tal outdoor, e que veicula a publicidade no painel garante que não sabia do conteúdo do que seria colocado no espaço. Dono de um dos principais supermercados do município, Dalto Pavei também atua no ramo imobiliário de Sidrolândia e se mostra preocupado com os problemas graves de Segurança Pública ocorridos na região.

Ninguém está seguro
“Nós estamos levando bordoada dos bandidos todos os dias e a polícia não dá bordoada neles. O que precisamos aqui é um planejamento de longo prazo. Vocês da Câmara continuaram em palanque ainda depois das eleições sendo que uma coisa vocês se esquecem. Na época de campanha comerciante é bom, o cidadão é bom, depois vocês se esquecem. Eu exijo respeito, porque sou gerador de empregos e não são poucos, invisto na cidade e quero o crescimento dela, com desenvolvimento, com segurança. Nós trabalhamos muito no singular, o que precisa mudar. Ninguém está seguro se sair de casa sem um 38. Dentro de casa ou do seu estabelecimento de negócio se sente enjaulado”, destacou Pavei em uma reunião que tratou do assunto com lideranças políticas, comerciantes e agentes da Polícia Militar e da Polícia Civil que atual na cidade.

Onda ruim
No final de ano, Sidrolândia foi uma das cidades do Estado que mais registrou assaltos a casas, com invasões e depredações, em números muito maiores que a média da cidade. E o caos não tem sido privilégio da periferia ou bairros mais carentes, já que estabelecimentos da principal avenida do município e também mansões foram alvos de marginais.

Voto à rodo
Com as promessas de Jair Bolsonaro na sua visita a Sidrolândia no ano passado, e todo os problema enfrentado nessa área de Segurança Pública na cidade é bem provável que cada incidente de invasão, roubo ou episódio de medo que o cidadão local passe se transforme em motivo para votar no capitão reformado para presidente.

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