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Rádio Corredor | Danilo Galvão | 23/01/2019 11h03

O fim de uma era que se aproxima, com MS aguardando um governo que acelera

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Passo em falso
Depois de tanto acertar nos últimos anos, finalmente o governador Reinaldo Azambuja deu um passo em falso. A questão é que os adversários não perceberam a falha de estratégia política, do homem que construiu uma hegemonia sem precedentes em Mato Grosso do Sul apesar da crise econômica que precisou enfrentar no seu primeiro mandato no Executivo de Mato Grosso do Sul.

Fim da linha
Ao que parece, essa capacidade de vislumbrar cenários e acertar em cheio terminou nas eleições de 2018, quando Reinaldo venceu com ampla facilidade, decidindo a hora que queria "acelerar o jogo", e assim atropelar Odilon de Oliveira por duas vezes. Uma delas, ainda no primeiro turno, quando assumiu a dianteira das pesquisas, e outra quando o massacrou nos debates.

Cada um com o seu 7x1
Embora seja, como a precisa definição de André Puccinelli, insípido, inodoro e incolor, Reinaldo brilhou, em cima da falta de brilho do oponente, que deveria ser o protagonista da campanha. Porém, devido a imaturidade política, ainda existente no Estado, com viés conservador, agrário, e de um eleitor pouco atento a debates mais profundos, ficou claro o quanto a estrutura ainda pesa.

Mas e o amor? E o Bernal
Exceção a momentos que o sul-mato-grossense, de uma terra que já pediu a separação do Mato Grosso, para seguir um novo caminho, mostra certa rebeldia. Desses lampejos deu Zeca em 1998, Bernal em 2012, ou o fenômeno de Ari Artuzi, na Dourados de 2008. A governabilidade depois dessas opções um tanto peculiares, foi outra história.

E por falar em governabilidade ...
Solto, André Puccinelli, que perdeu as últimas eleições para canetadas da Justiça, não precisará de esforços para ser lembrado, inclusive pelo governador. Isso porque, é fato que Reinaldo Azambuja repita o mesmo modus operandi dos últimos anos, e, se o Estado seguir nesse ritmo arrastado, com o Brasil avançando forte, será difícil ainda manter o velcro com a turma de Jair Bolsonaro. Até porque o casamento entre PSL e PSDB no último pleito foi à moda antiga. Como naqueles da idade média, com dote do pai e tudo mais.

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