Rádio Corredor | Da Redação | 14/03/2018 07h00

Política de bastidores começa a ferver, em momento que o PRB vive pressão externa por mudança

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Ferveu

O PRB deve abandonar o Governo do Estado nas próximas semanas. E a ruptura deve ocorrer antes até do dia 7 de abril, quando ocorre o fim da janela partidária e também data limite para descompatibilização dos gestores de cargo público, que pretendem concorrer no próximo pleito. O sinal de que o casamento caminha para o divórcio foi inclusive de caráter público. Wilton Acosta, presidente regional da sigla, falou sem rodeios, o recado para o governador, via rede social.

Parceria inegociável

Em meio ao turbilhão de especulações da política, durante o período que antecede as convenções partidárias, o presidente do PRB de Mato Grosso do Sul resolveu dar um recado à imprensa e à população em geral sobre o projeto que representa para as eleições deste ano. Em português claro, Wilton Acosta declarou que havendo necessidade poderá , inclusive, romper com o Governo do Estado para que seja mantido o alicerce da candidatura de Pedro Chaves a mais um mandato de senador. 

Abre o olho presidente!

Com 21 deputados federais e tempo de televisão na propaganda eleitoral que se iguala a do DEM, tem muito político querendo trocar partido tradicional pelo PRB. Dizem os bastidores que a vice-governadora Rose Modesto teria sido convidada por lideranças da nacional para assumir a legenda, ou ser candidata à deputada federal nessa sigla. Elizeu Dionizio foi outro cotado no PRB, porém deve seguir para o Podemos. Dependendo da estrutura que receber pode até sonhar alto. Isso porque o partido está com o juiz Odilon e sonha em fazer o deputado federal mais bem votado, além de um senador. Ambição demais?

E agora José

A verdade é que hoje a semente plantada por Rose Modesto em 2016  e durante o mandato de vice começa a florescer. Mesmo com o PSDB em crise, a tucana possui boa capilaridade eleitoral, base e, se quisesse teria como ser deputada federal em outra legenda. O duro é querer, ter coragem de querer. Na dúvida, a promessa de estrutura, por conta de estar no Governo pesa e muito.

Virou Realidade

Foi sancionado pelo presidente Michel Temer, na segunda-feira (12), o PLN 1/2018, que autoriza a União a repassar para as prefeituras do país R$ 2 bilhões, por meio do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). O dinheiro chega com uma compensação por perdas das receitas municipais no ano passado, em que o Governo Federal deixou de encaminhar pela mesma fonte o valor de R$ 4 bilhões. 

Suporte ao prioritário

O repasse será feito em três ordens de partilha para setores de atendimento. O Ministério da Educação encaminhará ao FPM o montante de R$ 600 mil, já o Ministério da Saúde, R$ 1 bilhão e o Ministério de Desenvolvimento Social, R$ 400 mil. Cada um desses encaminhamentos deverá ser partilhado entre os 5.561 municípios brasileiros, sob critérios que levam em consideração a quantidade de habitantes do lugar e a renda per capta. 

Merecimento

"Os municípios merecem esse recurso e espero que mais outras compensações haja ao longo do ano. O Brasil está em um momento de retomada da economia, o que deve ajudar no crescimento das receitas das prefeituras. É nas cidades que as pessoas vivem, que os problemas estão, por isso o dinheiro precisa chegar mais nessa base, e atender os anseios das pessoas. Fico muito feliz por uma relatoria ser contributiva ao municipalismo", destaca o senador Pedro Chaves sobre o repasse.

Não é à toa

Considerado em 2017, o quinto mais influente do Senado Federal, Pedro Chaves (PRB) foi na última semana um dos melhores discursos de homenagem ao "Dia Internacional da Mulher", feito na tribuna da Casa de Leis. "Apesar de séculos de lutas, as mulheres ainda estão longe de encontrar igualdade no mercado de trabalho e na política", apontou o senador que também condenou a exclusão e violência contra as mulheres durante a sessão do dia 8 de março. 

Conexão Dourados

A terça-feira (13) foi dia de Pedro Chaves reencontrar a prefeita de Dourados, Délia Razuk (PR), que visitou o gabinete do senador, em Brasília-DF. Durante quase uma hora os dois falaram sobre demandas do segundo maior município do Estado, das obras para reforma do Aeroporto, que teve a articulação pela vinda de recursos pela bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso e também a respeito de conflitos agrários da cidade. O parlamentar intercede na reintegração de posse de uma área pública invadida, que é patrimônio da prefeitura local. Além das pautas, não faltou a abordagem da gestora quanto a pedido por encaminhamentos de emenda. 

Companheirismo

E neste ano, Pedro Chaves e Waldemir Moka (PMDB) irão provavelmente concorrer à reeleição, o que não cria entre eles qualquer clima de rivalidade no Congresso Nacional. Amigos, eles seguem alinhados no empenho por Mato Grosso do Sul nos dois mandatos. "Ele me recebeu muito bem desde que virei senador, em 2016, e sempre me deu apoio. Independente das eleições, nosso objetivo está totalmente voltado ao trabalho pelo Estado e pelo Brasil", cita o parlamentar do PRB, sobre o colega de bancada. 

Porém...

Nas pesquisas que apareceram até o momento nenhum dos dois aparecem como reeleitos. Terão que fazer o trabalho de correr o trecho, validar o que vem sendo feito em Brasília-DF e provar que conseguiriam atender os anseios de renovação com performance. Nada impossível, desde que entendam a necessidade subir na preferência do eleitorado  já na pré-campanha. A pergunta é "como"? Pra isso serve  a equipe técnica que acompanha ambos e a articulação política para formar um enredo que valorize as futuras candidaturas. 

Enquanto isso

Show mesmo na pré-campanha quem está dando é o italiano. André Puccinelli está leve, tranquilo e atento a cada detalhe como nunca esteve em todas as eleições que já participou. Quer como nunca administrar Mato Grosso do Sul e fazer história, como foi em 1997 a 2004 na prefeitura de Campo Grande. As viagens  do MS Mais e Melhor, caravana do MDB para colher propostas da população tem provado isso.

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