Rádio Corredor | Danilo Galvão | 18/12/2019 08h10

Rádio corredor MDB vai pro ‘tudo ou nada’

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Peso da camisa
Depois do “protagonismo atrofiado”, nas últimas eleições em Mato Grosso do Sul, o MDB volta a tentar uma nova formatação, que torne o partido competitivo para a campanha de pleitos municipais em 2020. Com nomes de história e muita tradição no Estado, a legenda tem bagagem, mas enfrenta a resistência dos novos tempos. Tempos de muita mudança.

Mapa estratégico
Das 79 cidades de Mato Grosso do Sul, o MDB deve ter candidatura majoritária em 80% dos municípios. Porém, a tendência é que isso aconteça sem muita renovação. A aposta para o ano que vem deve ser o retorno de antigos prefeitos da legenda, que, a partir da referência do que fizeram em mandatos, possam dar ao pleito um viés mais crítico do que vem sendo realizado. O contraponto disso é que o momento é outro, mais difícil inclusive para a gestão pública.

São Longuinho
No Estado, o MDB já teve por décadas o maior número de prefeituras, incluindo a sequência de mandatos em Campo Grande, que durou nada menos que 20 anos – entre 1992 e 2012. Porém, com a ascensão de Reinaldo Azambuja a governador, o jogo mudou. Hoje o PSDB é quem possui hegemonia no mapa político de Mato Grosso do Sul, muito por conta da postura que assumiu. Onde não anulou um emedebista, trouxe para o seu lado.

Tabuleiro nacional
Levando em consideração o mapa geral, a liderança do ranking ainda segue intacta. O MDB é ainda, o partido com o maior número de prefeituras, ao todo 1038. Um número menor do que tinha no início da década. Da última eleição para cá, quem mais aumentou o seu domínio em governos municipais foi justamente o PSDB. A curva tucana nesse gráfico variou em 15%, graças ao efeito da legenda em estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo, Pará e Rio Grande do Sul.

Caindo pelas tabelas
A oscilação petista foi a mais sentida em 2016, quando, nas eleições, o partido de Luiz Inácio Lula da Silva perdeu 60% das prefeituras que tinha. Com isso, agora, o PT tem “apenas” 254 prefeitos no Brasil. Pouco, para quem chegou a atingir o número de 638. Em Mato Grosso do Sul, a legenda terminou o último pleito municipal sem nenhum governo municipal. Teve que se contentar com os vereadores que ainda conseguiu fazer.

Milagres acontecem
E dentre esses “eleitos”, destaque para o vereador Jean Nazareth, que foi reeleito naquele ano, e em 2017 foi ainda escolhido para ser o presidente da Câmara Municipal de Sidrolândia. Feito bastante vinculado ao outro ciclo que teve no comando da Casa de Leis, em que deu início à reforma do prédio onde funciona o Legislativo da cidade. Uma obra que ele só não concluiu, porque abriu mão da candidatura à vereador para concorrer em 2012 a vice-prefeito. Um projeto sem futuro.

Política de base
Em Mato Grosso do Sul, na mesma linha estratégica que sempre privilegiou nacionalmente, o MDB foi o primeiro a completar a distribuição total de diretórios, nos 79 municípios do Estado. Depois da legenda, o único a igualar isso foi o PSDB. O interessante é que os dois partidos, no que diz respeito à região em si, só viveram uma rivalidade maior no ano passado. Junior Mochi seguiu do início ao fim com o discurso de oposição, mesmo tendo ajudado o governador na viabilidade de mandato, entre 2015 e 2018.

Faltou combinar
Enquanto Puccinelli era o candidato a governador, o discurso mais crítico ao Executivo Estadual até pegou. Em um viés “low profile” do italiano, a insatisfação popular ganhou vazão por alguns meses em cutucadas bem direcionadas a Reinaldo Azambuja, que no primeiro semestre de 2018 preferiu o silêncio. Veio depois a prisão, e muita incerteza no MDB, que não conseguiu se reorganizar. Um caos bem refletido no baixo desempenho eleitoral de Junior Mochi. Engolido pela estratégia precisa tucana, no primeiro turno e no segundo, quando o triunfo veio de “raspão”.

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