Rádio Corredor | Da Redação | 07/10/2018 11h58

Será por pontos ou por nocaute? O jurado é você

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Confiável ou não
Certamente essas eleições devem ser um divisor de águas no valor das pesquisas eleitorais. Cravando que haverá a necessidade de segundo turno na corrida presidencial, Jair Bolsonaro (PSL), na linha do "contra tudo e contra todos" tem mais esse viés para fazer história. Sempre apontado nos 32% em média, pelos principais institutos de análise de cenário, o capitão reformado possui uma força popular que é bem difícil de se medir.


Peso forte
Se já era um fenômeno eleitoral, depois da facada, o candidato ganhou ainda mais força. Não precisou ir aos debates, o que sempre achou dispensável e pode obter ainda mais holofote. Porém, ao contrário dos tradicionais da política, a diferença não está no holofote, mas na força de utilizar o espaço que recebe. Bolsonaro cresceu sendo afirmativo, e terminará a campanha da mesma forma, provando que coerência tem um peso muito forte para o eleitor hoje.

 

Audiência cativa
E termômetro mais atual que a internet não existe. Sem a possibilidade do corpo a corpo, por restrições médicas, Bolsonaro "bomba" em lives, no horário da novela, do Jornal Nacional, ou até do debate dos candidatos a presidente. E com isso tem instruído seus seguidores a fazer algo que não parecia tão possível antes da campanha: cativar. Vale dizer que o cenário deu uma baita força para que o argumento de militância não exigisse tanto esforço. Basta encarnar como ninguém o "anti-petismo".

 

Eis a questão!
Por pontos ou nocaute? Tudo dependerá muito do nível de abstenção, dos votos nulos, ou brancos, por incrível que pareça. Se ninguém votar, quem for as urnas decide por todo mundo. E lembrar disso envolve maturidade democrática do brasileiro. Claramente o país está dividido, com a ascensão nessa campanha de Jair Bolsonaro (PSL), e de Fernando Haddad (PT), candidato do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Mas e quem está no meio? Não indo ou bandeando em uma das ondas, é até possível uma vitória no primeiro turno de alguém, que não seja o Daciolo, Amoêdo, Marina, Ciro, Alckmin, ou Boulos. Pra essa turma é bem difícil chegar aos 51% dos votos válidos.

 

E o Reinaldo?
Há três meses, o que parecia mesmo era uma disparada do Juiz Odilon para uma vitória no primeiro turno. Pela força do candidato ao Governo do Estado, pela biografia irretocável e pela indignação das pessoas com a corrupção, com a crise. Mas faltou muito para o PDT dar condições ao magistrado aposentado decolar. A parte dele foi muito bem feita, seja na participação nos debates, na garra apresentada em cada incursão nas ruas ou na simplicidade que manteve toda a campanha. Todavia, estrutura e organização nesse tipo de disputa ainda conta muito. Com um time que já vem disputando eleições desde 2012 (quando Reinaldo ficou em terceiro na disputa pela prefeitura de Campo Grande), e uma verdadeira rede forte de apoio na classe política, o atual governador de Mato Grosso do Sul pode também vencer no primeiro turno.

 

A pecinha
E aí a história fará depois a sua análise, se o fato do Deputado Dagoberto ter se tornado presidente do PDT de Mato Grosso do Sul, às vésperas da campanha oficial teve uma contribuição para o Juiz não decolar. E o pior é que o deputado federal, com longa história na política, tem grandes chances de reeleger. Certo mesmo é a votação expressiva que Jamilson Name terá. Esse chegará na Assembleia Legislativa com muita moral. Até porque, terá sido impecável na construção desse triunfo.

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