Rádio Corredor | Da Redação | 06/10/2017 11h47

Seria possível uma eleição de coalizão tucana no Estado? Em sonhos sim

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Tudo é possível
Depois de fazer um governo tímido e que se escorou na crise para compensar a falta de habilidade política do Executivo, o PSDB de Reinaldo Azambuja aposta justamente no momento instável da política para construir um segundo mandato no Mato Grosso do Sul. A ideia é unir todo mundo em torno de um projeto, e entenda a “história do todo mundo”, como trazer para dentro o PMDB e até legendas que poderia dar trabalho nas eleições de 2018. O PDT, que deve lançar o juiz federal ao cargo de governador ou para o Senado começou a ter mais atenção dos tucanos, assim como o próprio PSD de Marquinhos Trad ou o PP de Alcides Bernal. A dúvida é se caberia tanta gente no paraíso. Sonhar não custa nada, já executar o sonho tem o seu preço um tanto variável.

Margem de erro
A questão não esbarra nem na loucura de sonhar tão alto mas na ferramenta de iniciar esse projeto, bastante ambicioso. E quem deve ser o porta-voz dessa vontade institucional, o articulador desses elos? Para quem imagina que Sérgio de Paula possa estar morto se engana com gênero, número e grau. Fora das obrigações de secretário de Estado, o ex-braço direito de Reinaldo Azambuja “não é tão ex assim”, nem é visto dentro do PSDB como um problema. O inquérito que apura a possível rede de propina no Frigorífico Buriti e outras tantas unidades desse segmento no Mato Grosso do Sul dormita e não promete final muito estardalhoso. O incêndio em um dos escritórios que possui diversos documentos do caso pegou fogo recentemente. Desconfia-se do calor de Aquidauana como causa das cinzas, apenas desconfia-se.

E se nada der certo ...
Assim como ocorreu em 2016, há a enorme possibilidade do PSDB ir para o pleito naquela linha da carreira solo, e o perigo à reeleição passa a ser iminente, mesmo com o trabalho exercido. Reinaldo Azambuja e sua equipe fizeram um trabalho considerável, especialmente em cidades do interior que ganharam uma repaginada, houve melhoria de pontes, estradas vicinais, mas tudo isso veio de um governo que sendo originário da política de agronegócio olhou pouco para essa área do setor produtivo e que aumentou impostos em 2016. Muita promessa também demorou para sair do papel e outras nem irão sair, fora a Caravana da Saúde que teria uma reprogramação, contudo está de standy by por conta do cenário pesado da atmosfera tucana. O governador terminará o mandato e até mereceria mais quatro anos. O ponto crucial desse paradigma é ele merecer mais que os outros.

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